Xangô

“EMI XANGÔ, OBÁ ATI BABÁ INÃ ”; “EU SOU XANGÔ, O REI E PAI DO FOGO”.

Este é Xangô, e o fogo é seu elemento. Este Orixá é um dos mais cultuados nos Terreiros do Brasil, sendo que alguns, mais antigo de nações de Angola,  Ketu e Nagô levam até seu nome devido a sua popularidade.  É o Orixá que nos contextos Umbandistas, concentra sua energia no alto das pedreiras, das terras rochosas e áridas. Xangô é o Orixá da justiça divina, e do socorro da misericórdia para os terrenos. Sincretizado com São Jerônimo, São Judas Tadeu. Sua energia está presente no trovão. Orixá enérgico e voluntarioso consciente de sua importância para o culto. Como é a justiça personificada, é imparcial em suas ações; por isto dizemos que não se deve pedir a Xangô que nos faça justiça, pelo fato de sermos todos devedores, e para que desta forma também não sejamos alvo de sua cólera. Sua ferramenta é o “Oxé” (machado duplo) que simboliza a sua imparcialidade. É considerado o mestre da sabedoria, recorremos a ele para nos ajudar  a resolver problemas relacionados com documentos, estudos, trabalhos intelectuais.

Seus filhos são pessoas fortes com discreta tendência a obesidade. São mulherengos (os homens), já suas filhas não costumam ser conhecidas socialmente e não são dadas a aventuras. São pessoas honestas e sinceras em seus relacionamentos mais duradouros, pois o sexo, para eles é de vital importância. Inteligentes, altivos e observadores. Apresentam altas doses de energia e grande autoestima, julgando-se importantes. Suas opiniões são decisivas e imparciais, em quaisquer situações ou assuntos, sendo às vezes egocêntricos. Negativamente tendem ao orgulho, avareza e a arrogância. Se julgam juízes de tudo e suas opiniões devem ser as mais observadas.