Oxum

Oxum é cultuada como a dona da água doce e por extensão, todos os rios e lagoas, nascentes e riachos. Principalmente todas as cachoeiras pertencem a ela. Onde houver água doce não pantanosa, a energia de Oxum se fará presente. Oxum é quem toma conta do ventre das mulheres, da fecundidade. É o Orixá da sensualidade, tida como a mais bela entre os Orixás femininos, conhecida então como a Deusa da Beleza das artes e de tudo onde a estética seja importante. Sincretizada como Santa Luzia. Filha de Iemanjá, Oxum possui todas as características apreciadas pelo sexo masculino. Apesar de sua aparência solícita e frágil, Oxum é objetividade, não tendo tempo a perder com besteiras e contratempos, nunca desistindo do que almeja, ela a personificação da perseverança.

            Os filhos de Oxum são como um rio, aparência calma que pode esconder correntes e buracos no fundo, são cheios de meandros. Preferem contornar com habilidade e maestria os obstáculos e as adversidades a enfrentá-los diretamente. A imagem doce, esconde uma determinação forte e em alguns casos uma ambição bastante marcante. Gostam da vida social, das festas e dos prazeres em geral. São pouco discretos, pois, mesmo apreciando o destaque social, temem os escândalos ou qualquer coisa que possa denegrir a imagem de inofensivos, bondosos, que constroem cautelosamente. Na verdade, os filhos de Oxum são narcisistas, meticulosos e calculistas, mas sua facilidade para a doçura, sensualidade e carinho pode fazer com que pareçam os seres mais apaixonados e dedicados do mundo.